HAMÃ: O espírito de AMALEQUE

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Hamã era filho de Hamedata, o “agagita”, sendo assim da realeza amalequita, fato que explica o ódio que sentia pelos judeus. Era servo do Rei Assuero, da Pérsia, e tornou-se primeiro-ministro do Império Persa. Tramou a destruição de Mordecai e de todos os judeus no império, retratando-os como indesejáveis e violadores da lei. Orgulhoso e soberbo foi humilhado e desmascarado pela Rainha Ester em um banquete oferecido ao Rei. Morreu na forca que havia preparado para pendurar Mordecai.

Hamã manifestava as características dos amalequitas. Possuía um ódio assassino aos judeus, mostrando um espírito orgulhoso, altivo, egoístico, com extremo ciúme e inveja de outros. Praticava a mentira, o engano e mostrou-se medroso quando seus planos foram frustrados.

Os amalequitas foram “o primeiro povo” que atacou os israelitas, sem provocação prévia, quando eles saíam do cativeiro do Egito rumo à Terra Prometida, em Refidim, perto do monte Sinai. Como consequência, Deus decretou a sua extinção. São descendentes de Esaú e sua concubina Timna. No hebraico Amaleque  significa “habitantes do vale”. Na Bíblia sagrada são frequentemente mencionado, simbolizando todos os inimigos de Israel.

Os amalequitas eram guerreiros temíveis. Eles costumavam atormentar Israel indo às suas terras depois de ter sido semeado à plantação e destruir tudo pelo caminho. Eles sentiam prazer em atos perversos e destrutivos. No período dos reis, Deus “ajustou contas” com os amalequitas, ordenando ao Rei Saul que os abatessem, no entanto Ele infringiu a ordem de Deus, poupando Agague, rei dos Amalequitas, o que levou o profeta Samuel a executar a ordem divina. Por não terem sido destruídos completamente por Saul, tornaram-se uma maldição para o reinado de Davi, uma vez que, fazer concessão com inimigos o tornam mais impiedosos e mais fortes.

No livro de I Samuel, capítulo 30, encontramos um relato muito interessante sobre a forma peculiar de ação dos amalequitas. Davi está retornando de uma caminhada de três dias acompanhado de 600 homens e ao chegar a Ziclague,  encontra a cidade queimada e suas mulheres e crianças sequestradas pelos amalequitas, inimigos de Israel. Davi e o povo que se achavam com ele choraram até não haver mais forças, e o povo com amargura de alma por causa dos seus filhos queriam apedrejar à Davi. Então partiu em busca dos amalequitas junto com os 600 homens, mas ao chegar ao ribeiro de Besor só havia 400, pois muitos já cansados ficaram para trás.

Os relatos bíblicos nos dá informações prática e importantes sobre as características singulares dos amalequitas:

São oportunistas, procurando momentos de vulnerabilidade para nos atacar. (Nm 14:29-45)

Os amalequitas procuram invadir o nosso território quando estamos ausentes ou despercebidos, na tentativa de tirar tudo o que é mais valioso para nós (ISm 30:1-6).

O principal alvo dos amalequitas é atacar à família. Seu propósito principal é manter as pessoas cativas como escravas, com mentalidade distorcida, através do medo e da opressão (ISm 30:1-6).

Os amalequitas no meio de um grupo buscam promover contenda, descontentamento e divisões para difamar, fadigar, deprimir, angustiar e desmotivar a liderança (ISm 30:1-6).

O plano do amalequita é tornar o grupo desmotivado, acomodado, desinteressado, infiel e negligente. O “espírito amalequita” é um espírito de cansaço espiritual na igreja, gosta de atacar quando percebe fragilidade e desgaste (Ex 17:1, 8-16) (Dt. 25:17-19) (ISm 30:8-10).

MODOS DE ATUAÇÃO DOS AMALEQUITAS:

Não tem o propósito de matar, mas de enfraquecer para comprometer o crescimento. Compromete a unção e as conquistas na vida pessoal, familiar e ministerial.

Embora ataquem pela frente, confrontando lideranças, seu principal “modus operandi” é pela retaguarda em forma de retaliações e dissimulações. Sua marca é atuar com fingimento, disfarce escondendo as reais intenções e sentimentos.

Não cuida dos que lhe servem. Quando não tem mais utilidade, descarta (ISm 30:11-13).

Para vencer principados desta natureza é preciso PERSISTÊNCIA e PERSEVERANÇA, com fidelidade e com o coração livre de qualquer ressentimento, não se deixando contaminar pela amargura de aparentes derrotas, mas perseguir os inimigos até exterminá-los completamente.

“Persegui os meus inimigos e os alcancei; e não regressei enquanto não foram destruídos”

Salmos 18:37

(Hozanna Nogueira)

Um comentário em “HAMÃ: O espírito de AMALEQUE

  1. Oi Hosanna, quero te agradecer pelo estudo, que por sinal muito esclarecedor. Obrigado por sua dedicação pois nos ajuda e muito.

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